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Sardes, a Igreja que vivia de aparĂȘncias

  • 31 de dez. de 2021
  • 7 min de leitura


A história da cidade de Sardes sempre foi de muita glória, fama e prosperidade. Ela era uma das cidades mais magníficas do mundo e viveu por muitos anos em uma posição de destaque e sucesso perante as outras naçÔes da época.

Sardes vem do grego “sárdeis”, do antigo Persa “sparda”; há quem diga que signifique “aquele que fica”.

Existe uma forte ligação entre a história da igreja de Sardes e a história da própria cidade, jå que a glória de Sardes estava no seu passado. A cidade foi capital da Lídia, no século VII a.C., quando viveu um tempo åureo nos dias do rei Creso.

Pesquisadores afirmam que aquela era uma das cidades mais magnĂ­ficas do mundo nesse tempo, sendo situada no alto de uma colina, amuralhada e fortificada, sentia-se imbatĂ­vel e inexpugnĂĄvel.


Os moradores daquela cidade tinham a plena convicção de que jamais cairiam nas mãos dos inimigos, visto que a cidade era bem protegida, o que fez de seus habitantes pessoas orgulhosas, arrogantes e autoconfiantes.

No entanto, a cidade orgulhosa caiu nas mĂŁos do rei Ciro da PĂ©rsia em 529 a.C., quando este cercou a cidade por 14 dias, esperando os soldados caĂ­rem no sono para penetrar com um buraco na muralha, o Ășnico lugar vulnerĂĄvel e desprotegido.

Em 218 a.C., Antíoco Epifñnico dominou novamente a cidade da mesma forma, se aproveitando da autoconfiança e falta de vigilñncia dos seus habitantes. Por isso, os membros dessa igreja entenderam claramente o que Jesus dizia ao afirmar: “Sede vigilantes” [
] senão virei como ladrão de noite”.Construída no período de Alexandre Magno e dedicada à deusa cibele, a cidade acreditava na proteção da padroeira, que teria poderes especiais de restaurar vida aos mortos.

Somente no ano 17 d.C. que Sardes foi parcialmente destruĂ­da, isso devido a um terremoto, sendo reconstruĂ­da pelo imperador TibĂ©rio. Essa cidade acabaria ganhando fama por seu alto grau de imoralidade e decadĂȘncia.

Quando JoĂŁo escreveu esta carta, a cidade era rica, mas totalmente degenerada, tendo sua glĂłria no passado.

Situada na Ásia Menor, nos tempos bíblicos do Novo Testamento a cidade passou a pertencer ao Império Romano, sendo situada aproximadamente oitenta quilÎmetros da cidade de Esmirna, no atual território da Turquia.

A Igreja de Sardes provavelmente também tenha sido plantada pelo apóstolo Paulo em sua terceira viagem missionåria, ou plantada pelo próprio apóstolo João. De qualquer forma, era João que estava como responsåvel pela igreja e um de seus discípulos, chamado Melitão, mais conhecido como Melitão de Sardes era o pastor de tal comunidade.


Pouco sabemos da história desse pastor, mas foi descoberto alguns escritos espetaculares e muito coerentes em relação a como ele via as Escrituras do Antigo Testamento e como ele pÎde ver facilmente todos os ensinos de Moisés e dos profetas se cumprindo na pessoa e missão de Jesus Cristo.

Em um de seus famosos escritos, MelitĂŁo de Sardes explanou:

A história da cidade de Sardes sempre foi de muita glória, fama e prosperidade. Ela era uma das cidades mais magníficas do mundo e viveu por muitos anos em uma posição de destaque e sucesso perante as outras naçÔes da época.

Sardes vem do grego “sárdeis”, do antigo Persa “sparda”; há quem diga que signifique “aquele que fica”.

Existe uma forte ligação entre a história da igreja de Sardes e a história da própria cidade, jå que a glória de Sardes estava no seu passado. A cidade foi capital da Lídia, no século VII a.C., quando viveu um tempo åureo nos dias do rei Creso.

Pesquisadores afirmam que aquela era uma das cidades mais magnĂ­ficas do mundo nesse tempo, sendo situada no alto de uma colina, amuralhada e fortificada, sentia-se imbatĂ­vel e inexpugnĂĄvel.


Os moradores daquela cidade tinham a plena convicção de que jamais cairiam nas mãos dos inimigos, visto que a cidade era bem protegida, o que fez de seus habitantes pessoas orgulhosas, arrogantes e autoconfiantes.

No entanto, a cidade orgulhosa caiu nas mĂŁos do rei Ciro da PĂ©rsia em 529 a.C., quando este cercou a cidade por 14 dias, esperando os soldados caĂ­rem no sono para penetrar com um buraco na muralha, o Ășnico lugar vulnerĂĄvel e desprotegido.

Em 218 a.C., Antíoco Epifñnico dominou novamente a cidade da mesma forma, se aproveitando da autoconfiança e falta de vigilñncia dos seus habitantes. Por isso, os membros dessa igreja entenderam claramente o que Jesus dizia ao afirmar: “Sede vigilantes” [
] senão virei como ladrão de noite”.


Construída no período de Alexandre Magno e dedicada à deusa cibele, a cidade acreditava na proteção da padroeira, que teria poderes especiais de restaurar vida aos mortos.

Somente no ano 17 d.C. que Sardes foi parcialmente destruĂ­da, isso devido a um terremoto, sendo reconstruĂ­da pelo imperador TibĂ©rio. Essa cidade acabaria ganhando fama por seu alto grau de imoralidade e decadĂȘncia.

Quando JoĂŁo escreveu esta carta, a cidade era rica, mas totalmente degenerada, tendo sua glĂłria no passado.

Situada na Ásia Menor, nos tempos bíblicos do Novo Testamento a cidade passou a pertencer ao Império Romano, sendo situada aproximadamente oitenta quilÎmetros da cidade de Esmirna, no atual território da Turquia.

A Igreja de Sardes provavelmente também tenha sido plantada pelo apóstolo Paulo em sua terceira viagem missionåria, ou plantada pelo próprio apóstolo João. De qualquer forma, era João que estava como responsåvel pela igreja e um de seus discípulos, chamado Melitão, mais conhecido como Melitão de Sardes era o pastor de tal comunidade.


Pouco sabemos da história desse pastor, mas foi descoberto alguns escritos espetaculares e muito coerentes em relação a como ele via as Escrituras do Antigo Testamento e como ele pÎde ver facilmente todos os ensinos de Moisés e dos profetas se cumprindo na pessoa e missão de Jesus Cristo.

Em um de seus famosos escritos, MelitĂŁo de Sardes explanou:


“As figuras do Antigo Testamento, suplantadas pela realidade do Novo. A salvação do Senhor e a realidade foram prefiguradas no povo ( judeu), as prescriçÔes do Evangelho prenunciadas pela Lei. O povo era como o esboço de um plano, a Lei como a letra de uma parĂĄbola; mas o Evangelho Ă© a explicação da Lei e seu cumprimento, e a Igreja o lugar onde isso se realiza. O que existia como figura era valioso antes que ocorresse a realidade, maravilhosa a parĂĄbola antes que viesse a explicação. O povo tinha seu valor antes que se estabelecesse a Igreja! A Lei era admirĂĄvel antes que refulgisse o Evangelho. Mas quando surgiu a Igreja e se apresentou o Evangelho, esvaziou-se a figura, sua força passou para a realidade, a Lei se cumpriu, transfundiu-se no Evangelho
 O povo perdeu razĂŁo de ser quando veio a Igreja, a imagem se fez abolida quando apareceu o Senhor. O que antes era valioso perdeu seu valor, frente Ă  manifestação do que era realmente valioso por natureza.”

Percebe-se claramente que Melitão possuía uma sabedoria e uma devoção enorme pela Palavra e por Jesus Cristo, porém, a maioria dos cristãos em Sardes acabaram por se assemelhar a história da cidade, que teve glória por muitos anos, mas foi arruinada por terem se orgulhado e não terem vigiado suas fortalezas.

A igreja de Sardes, liderada por esse forte pastor Melitão, se tornou uma igreja forte Suas reuniÔes não eram mais voltadas para edificar e amar uns aos outros, mas sim mostrar quem conhecia mais das histórias bíblicas e quem tinha mais conhecimento teológico. A postura da Igreja começou a ser de pessoas que estavam mais interessadas na prosperidade financeira, destaque social e profissional e foram aos poucos abandonando a importùncia da oração, do devocional, do jejum, da espera pela volta de Jesus e começaram a aceitar pråticas pecaminosas que antes não toleravam.

A igreja de Sardes estava praticamente morta espiritualmente, mesmo mantendo sua aparĂȘncia de riqueza, fama, poder para a cidade. Tal aparĂȘncia nĂŁo poderia mais agregar em diferença na vida dos habitantes, pois o que transforma vidas nĂŁo sĂŁo templos, nem riquezas, mas a presença de Jesus que se manifesta atravĂ©s de cristĂŁos avivados e apaixonados por Ele.


Tal igreja vivia de glĂłrias e experiĂȘncias do passado, mas jĂĄ nĂŁo tinham mais nenhuma glĂłria no presente e nĂŁo almejavam ter no futuro! Se tornaram uma igreja museu, pois sĂł sabiam viver e se alegrar com seu passado. Era uma igreja semelhante ao sal que perdeu seu sabor e como a luz que deixou de brilhar e estava praticamente chegando ao ponto de se tornar totalmente inĂștil, tanto para Jesus, como para a sociedade. O maior problema dessa igreja, era que, mesmo eles estando vivendo em decadĂȘncia espiritual, nĂŁo se enxergavam assim, pois ainda acreditavam ser eles uma igreja viva e relevante.


Jesus diz a eles para caĂ­rem na real e pararem de ser ver como cristĂŁos vivos, mas mortos, pois sua postura diante dEle, deles mesmos e da sociedade era de uma igreja sonolenta e fraca, que jĂĄ estava praticamente morta, faltando muito pouco para sua morte total. Jesus estava dando uma Ășltima oportunidade para que fizessem o que a prĂłpria cidade nĂŁo fez e por isso foi destruĂ­da: nĂŁo tapou as brechas impedindo inimigos de entrar.

espiritualmente, prĂłspera, famosa e muito respeitada por todos da cidade e regiĂŁo. Conhecida por ser uma igreja com forte poder de influĂȘncia e forte conhecimento bĂ­blico, arrastava muitas pessoas para a conversĂŁo em Cristo, porĂ©m, o tempo foi passando e a maioria dos cristĂŁos dessa comunidade se orgulharam de sua posição e destaque alcançados e começaram a deixar de buscar a Deus como faziam no inĂ­cio.

Assim como esse soldado de forças inimigas, ficou vigiando e esperando o momento de atacar Sardes através do buraco na muralha, assim Jesus permitiria o diabo atacar essa igreja caso não se arrependessem.

Os cristĂŁos dessa comunidade estavam sendo chamados por Jesus para reconhecerem seus pecados e se arrependerem, semelhante ao orgulhoso NaamĂŁ, que mesmo sendo um forte lĂ­der, precisou se banhar sete vezes no rio JordĂŁo diante de todos para finalmente ser curado.

Porém, nessa igreja, ainda tinha os fiéis, que semelhante ao apóstolo João e ao pastor Melitão, seguiam vivendo em pureza e santidade e esses seriam os salvos depois da morte física, vestindo no céu uma roupa de imortalidade e perfeição total, onde eternamente viverão ao lado de Deus no céu e serão elogiados por Ele aos anjos que lå habitam.



 
 
 

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